Polícia Civil afirma que bebê de oito meses morreu após sofrer descarga elétrica, em Montes Claros

A análise pericial apontou que a corrente elétrica teria entrado através da mão do garoto e saído pelo ombro, local onde foi identificado um ferimento compatível com esse ponto de saída da descarga elétrica, conforme afirmou o médico-legista; ele também disse que, a alteração identificada pelos médicos no ânus do bebê pode sido causada por ressecamento da pele, sem confirmação de violência sexual
Viatura da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais. Foto: Divulgação
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), divulgou, nesta segunda-feira (9), a causa da morte de um bebê, de apenas oito meses, que chegou sem os sinais vitais a uma Unidade de Saúde, em Montes Claros, no Norte do Estado. De acordo com a PCMG, o menino morreu após levar uma descarga elétrica.

Segundo os policiais civis, o exame de necrópsia realizado no Posto Médico-Legal evidenciou a causa da morte por eletroplessão, termo técnico usado pela perícia técnica para morte provocada por choque elétrico.

A análise pericial apontou que a corrente elétrica teria entrado através da mão do garoto e saído pelo ombro, local onde foi identificado um ferimento compatível com esse ponto de saída da descarga elétrica, conforme afirmou o médico-legista que fez o exame no corpo da criança.


No hospital, durante o primeiro atendimento, a equipe notou lesões no ombro esquerdo e, devido a uma laceração na regial anal e pequena equimose perineal, surgiu uma suspeita de de que o menor poderia ter sofrido violência sexual. Porém, a Polícia Civil divulgou, nesta segunda (9), que o exame necroscópico não confirmou que as lesões encontradas teriam sido referentes de um abuso sexual.

Conforme primeira análise do médico-legista, essa alteração identificada pela equipe médica no ânus do bebê pode sido causada por ressecamento da pele, sem confirmação de violência sexual.

Entenda o caso

A criança, de oito meses, foi conduzida a um hospital de Montes Claros pelos próprios pais no último sábado (7). Ao dar entrada na Unidade de Saúde, o menino já estava em parada cardiorrespiratória.

Os profissionais iniciaram imediatamente manobras de ressucitação para tentar reanimar o garoto, porém foi constatado que ele já estava sem os sinais vitais, com pupilas fixas e pele arroxeada.

No dia dos fatos, os responsáveis legais disseram versões diferentes sobre a possível causa da morte da criança. Eles apresentaram versões diferentes, falando sobre possível engasgo ou choque elétrico por causa de uma fiação elétrica existente no imóvel da família.

Conforme ainda a Polícia Civil, no sábado (7), os pais foram encaminhados à Delegacia de Plantão da cidade, onde prestaram depoimento e logo em seguida, foram liberados.

Mesmo após resultado da necrópsia, os policiais civis afirmaram que as investigações seguem para esclarecer o falecimento do bebê.