O Governo Federal reconheceu a situação de emergência em Porteirinha, no Norte de Minas, após o risco iminente de rompimento da Barragem de Lages, localizada na zona rural do município. A prefeitura já havia decretado emergência por causa das fortes chuvas que atingiram a cidade.
O reconhecimento foi feito pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Segundo a pasta, a portaria foi publicada neste domingo (1º), em edição extra do Diário Oficial da União, e permite que o município solicite recursos federais para ações de assistência humanitária.
“A situação segue sendo monitorada pelo Grupo Federal de Segurança de Barragens, composto pela Defesa Civil Nacional, agências fiscalizadoras e representantes de órgãos estaduais e municipais”, informou o MIDR.

Rompimento parcial e alagamentos
De acordo com a Defesa Civil Municipal, houve um rompimento parcial da Barragem de Lages no domingo (1º), após o volume intenso de chuvas.
Ainda segundo o órgão, choveu cerca de 120 milímetros entre sábado e domingo, provocando alagamentos em áreas próximas à barragem e em outras localidades ribeirinhas.
Famílias evacuadas
Militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais de Montes Claros e Janaúba atuam na retirada de moradores das áreas consideradas de risco.
Até a manhã desta segunda-feira (2), 114 pessoas haviam sido retiradas, sendo 77 da zona crítica e 37 do entorno da área delimitada.

Segundo o capitão Franklin Soares Xavier, a área de risco abrange aproximadamente 85 hectares e inclui 46 residências.
Do total de desalojados, 13 estão em abrigo provisório disponibilizado pela Prefeitura. As outras 101 pessoas foram acolhidas em casas de familiares ou terceiros, fora da zona crítica.
O Corpo de Bombeiros informou que foi instalado um Posto de Comando e que o trabalho segue de forma ininterrupta, em conjunto com a Defesa Civil e a Prefeitura, para monitorar e gerenciar a situação.
“Nós continuamos com cautela, orientando a população a manter as medidas de segurança e respeitar as determinações dos órgãos competentes”, afirmou o capitão Franklin Soares Xavier.





