Como alcançar a paz?

Confia a Coluna Vida em Sociedade desta semana por Michael Stephan
Confira a Coluna Vida em Sociedade por Michael Stephan - Foto: Internet/Divulgação
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A paz conforme o dicionário é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações e agitação. No plano pessoal, paz designa um estado de espírito isento de ira, de desconfiança e de um modo geral de todos os sentimentos negativos. Para alguém que se pretenda estar em estado de paz entende-se qualquer pessoa que esteja tranquila consigo mesma e, por conseguinte, com os outros. Em outra esfera podemos compreender a paz como um posicionamento imposto pela lei ou uma trégua de conflito entre povos. Ainda assim gostaríamos de enfatizar aqui o conceito de paz voltado para o estado de espírito humano. Se paz é contrária à guerra, compreendemos que para se entender o valor da paz é necessário compreender o valor do conflito e da guerra para então reconhecemos um quão é relevante cultivar e manter um estado de espírito pacífico de paz!

Viver em paz

O ser humano tem em seu desenvolvimento, desde a mais tenra idade, conflitos espirituais, emocionais que povoam a sua mente. Por isso é interessante se ter uma visão voltada à resolução de conflitos internos para que então alcancemos o nível de excelência de paz. Foco na resolução do problema e não no problema, ou seja, apenas reclamar do que nos cerca não é definitivamente o melhor caminho. Para Sêneca, filósofo do Império Romano, “nossa mente nunca está bem a não ser quando está em paz consigo mesma”. Vale destacar ainda a expressão bíblica que em Mateus, 12:34 nos descreve que “a boca fala do que o coração está cheio”. Desse modo é possível refletir sobre que temos proclamado em nosso dia a dia, qual o tom de voz temos utilizado, qual é a expressão de nossa face ao enunciar um pensamento perante o outro. Por conseguinte o nosso olhar para quem entoamos nossas palavras deve ser coerente com o discurso ao qual estamos produzindo. A nossa alimentação espiritual, emocional também estão inseridas nesse contexto para que possamos professar a paz em todas as áreas de nossa vida.

Momento presente

Lado outro é permissível a compreensão de que o ato de errar como aprendizado contínuo também pode ser uma ponte entre o conflito e a paz. Se formos seres que desenvolvem gradativamente habilidades no decorrer da vida, o indicado é que a cada nova experiência possamos realizar uma reflexão acurada para então termos consciência da ação que nos levará ao êxito em outra oportunidade. Ainda assim a ideia de que todo bom trabalho é desenvolvido com planejamento nos leva a manutenção da paz interior e exterior (domínio sobre o que se espera), pois a ansiedade sobre os acontecimentos futuros ou mesmo a depressão relacionada a momentos passados, muitas vezes são resultados de situações desorganizadas em nossa mente. Por vezes temos a ideia que somente situações do passado eram boas e o presente não. Justamente porque não fazemos do nosso presente o melhor momento para a realização do que pretendemos hoje. Compreende-se que é perfeitamente possível dizer que a paz também é resultado da nossa habilitação para a inteligência emocional. Essa expressão nos remete a que utilizemos as ferramentas emocionais e as expressemos na hora, certa, na medida certa, com a pessoa certa. Não há como evitar que propaguemos nossos anseios, mas é claramente possível mensurar como expressar essas emoções. E desse modo tendemos a imprimir a emoção adequada a cada situação que nos acomete no objetivo de construir e manter uma paz interior.


Major PM – Chefe da Agência Regional de Comunicação Organizacional – 14ª RPM.

Confira a Coluna Vida em Sociedade por Michael Stephan - Foto: Internet/Divulgação
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