PCMG conclui inquérito e indicia homem por homicídio duplamente qualificado em Montes Claros

Conforme a Polícia Civil, o inquérito foi concluído como homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena por esse tipo de crime pode chegar a até 30 anos de reclusão
Newlligton Edmar Santos Xavier tinha 29 anos - Foto: Divulgação/Redes Sociais
Newlligton Edmar Santos Xavier tinha 29 anos - Foto: Divulgação/Redes Sociais

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, durante coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (26), que foi concluído o inquérito que investigou a morte de um cabeleireiro, de 29 anos. O crime ocorreu no dia 9 de fevereiro, no bairro Delfino Magalhães, em Montes Claros, no Norte de Minas. O autor, de 21 anos, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado.

De acordo com a PCMG, o suspeito foi identificado, localizado e preso na madrugada do dia do crime. As investigações apontaram que a motivação estaria relacionada a um desentendimento entre autor e vítima, que entraram em luta corporal antes do golpe fatal.

Segundo a PCMG, a vítima, identificada como Newlligton Edmar Santos Xavier, foi atingida com uma facada no pescoço.


“O conjunto de elementos reunidos pela Polícia Civil foi essencial para a conclusão do inquérito como homicídio duplamente qualificado”, afirmou o delegado Bruno Rezende.

Conforme a delegada Franciele Drumond responsável pela investigação, na primeira oitiva o suspeito alegou que o crime teria ocorrido porque a vítima teria prometido um valor em dinheiro para manter relações sexuais com ele e não teria efetuado o pagamento.

“No entanto, em outro momento, ao ser confrontado, o investigado apresentou nova versão, afirmando que houve um desentendimento entre eles e que, após o crime, subtraiu o valor da carteira da vítima”, explicou a delegada.

Homem foi indiciado por homicídio duplamente qualificado - Foto: Sarah Thomé/Webterra
Homem foi indiciado por homicídio duplamente qualificado – Foto: Sarah Thomé/Webterra

Encontro casual

Ainda de acordo com o delegado Bruno Rezende, houve uma combinação para que os dois se encontrassem em um local mais afastado.

“Eles marcaram encontro para manter relação sexual. Em determinado momento, entraram em divergência e luta corporal, ocasião em que o autor desferiu o golpe de faca contra a vítima. Não podemos classificar o caso como prostituição”, esclareceu o delegado.

A Polícia Civil informou que a vítima não possuía antecedentes criminais e era descrita por familiares como uma pessoa trabalhadora e tranquila.

Já o autor possui passagens policiais por tráfico de drogas, crimes patrimoniais, agressão contra o próprio pai e furtos.

A delegada Franciele Drummond também ressaltou que o caso não foi classificado como crime motivado por homofobia.

“Crimes de homofobia geralmente são praticados com extrema violência, com múltiplos golpes e sinais de intolerância explícita, como lesões no rosto ou nos órgãos genitais. Neste caso, houve um único golpe no pescoço”, afirmou.

Motivo torpe e recurso que dificultou a defesa

Conforme a PCMG, o inquérito foi concluído como homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena por esse tipo de crime pode chegar a até 30 anos de reclusão.

O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e o investigado permanece preso, à disposição da Justiça.

PCMG concluíu inquérito - Foto: Sarah Thomé/Webterra
PCMG concluíu inquérito – Foto: Sarah Thomé/Webterra
Sarah Thomé
Sarah Thomé é jornalista, formada pelo Centro Universitário Funorte, com passagens por veículos de comunicação, sendo portais e TV. Comprometida com a notícia, veracidade dos fatos e ética jornalística, atualmente, faz parte do time do Portal Webterra. Natural de Belo Horizonte-MG, é apaixonada por livros, escrita e animais.