A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, durante coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (26), que foi concluído o inquérito que investigou a morte de um cabeleireiro, de 29 anos. O crime ocorreu no dia 9 de fevereiro, no bairro Delfino Magalhães, em Montes Claros, no Norte de Minas. O autor, de 21 anos, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado.
De acordo com a PCMG, o suspeito foi identificado, localizado e preso na madrugada do dia do crime. As investigações apontaram que a motivação estaria relacionada a um desentendimento entre autor e vítima, que entraram em luta corporal antes do golpe fatal.
Segundo a PCMG, a vítima, identificada como Newlligton Edmar Santos Xavier, foi atingida com uma facada no pescoço.
“O conjunto de elementos reunidos pela Polícia Civil foi essencial para a conclusão do inquérito como homicídio duplamente qualificado”, afirmou o delegado Bruno Rezende.
Conforme a delegada Franciele Drumond responsável pela investigação, na primeira oitiva o suspeito alegou que o crime teria ocorrido porque a vítima teria prometido um valor em dinheiro para manter relações sexuais com ele e não teria efetuado o pagamento.
“No entanto, em outro momento, ao ser confrontado, o investigado apresentou nova versão, afirmando que houve um desentendimento entre eles e que, após o crime, subtraiu o valor da carteira da vítima”, explicou a delegada.

Encontro casual
Ainda de acordo com o delegado Bruno Rezende, houve uma combinação para que os dois se encontrassem em um local mais afastado.
“Eles marcaram encontro para manter relação sexual. Em determinado momento, entraram em divergência e luta corporal, ocasião em que o autor desferiu o golpe de faca contra a vítima. Não podemos classificar o caso como prostituição”, esclareceu o delegado.
A Polícia Civil informou que a vítima não possuía antecedentes criminais e era descrita por familiares como uma pessoa trabalhadora e tranquila.
Já o autor possui passagens policiais por tráfico de drogas, crimes patrimoniais, agressão contra o próprio pai e furtos.
A delegada Franciele Drummond também ressaltou que o caso não foi classificado como crime motivado por homofobia.
“Crimes de homofobia geralmente são praticados com extrema violência, com múltiplos golpes e sinais de intolerância explícita, como lesões no rosto ou nos órgãos genitais. Neste caso, houve um único golpe no pescoço”, afirmou.
Motivo torpe e recurso que dificultou a defesa
Conforme a PCMG, o inquérito foi concluído como homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena por esse tipo de crime pode chegar a até 30 anos de reclusão.
O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e o investigado permanece preso, à disposição da Justiça.






