Novo modelo de exame de direção entra em vigor em Minas Gerais

Uma das principais mudanças envolve a etapa de estacionamento, que deixa de ser isolada e eliminatória e passa a integrar o percurso geral da avaliação.
Exame de direção para obtenção da CNH
Foto: Divulgação/Detran-MG

O novo modelo de exame prático para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já está em vigor em Minas Gerais. Uma das principais mudanças envolve a etapa de estacionamento, que deixa de ser isolada e eliminatória e passa a integrar o percurso geral da avaliação.

A reformulação segue as diretrizes do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, elaborado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e aprovado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Para implementar o novo formato, o Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) realizou estudos técnicos conforme o manual e produziu cartilhas de orientação para as Comissões de Exame responsáveis por avaliar os candidatos. Os trajetos também foram revisados para refletir situações reais do trânsito nos municípios mineiros.


Segundo o Detran-MG, o objetivo da mudança é modernizar o processo de habilitação, com foco na segurança viária.

Foto: Divulgação/ Detran-MG

O que muda?

O novo modelo passa a priorizar o comportamento do candidato ao longo de todo o trajeto do exame. Situações cotidianas, como respeito à sinalização, travessia de pedestres, cruzamentos e tomada de decisões seguras ao volante, serão avaliadas.

O estacionamento agora será integrado ao percurso. Além disso, o novo formato prevê avaliação contínua durante toda a prova, possibilidade de ajuste de manobras, ausência de tempo cronometrado para estacionar e retirada de faltas que geravam reprovação automática.

A análise passa a considerar o conjunto da condução, e não apenas falhas pontuais.

 

*Com informações da Agência Minas.

Nínive Lacerda
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.