Homem é indiciado por crimes sexuais contra cinco vítimas em Taiobeiras

Vítimas têm entre 11 e 35 anos; investigado, de 22 anos, permanece preso preventivamente.
Foto: Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigava crimes contra a dignidade sexual em Taiobeiras, no Norte do estado, e indiciou um homem, de 22 anos. Segundo a corporação, cinco pessoas foram identificadas como vítimas, com idades de 11, 12, 17, 28 e 35 anos.

De acordo com a Polícia Civil, o investigado permanece preso preventivamente. O caso foi encaminhado à Justiça para as demais providências legais.

Investigações

As investigações da PCMG tiveram início em novembro do ano passado, após o registro de um caso de importunação sexual em via pública contra uma adolescente de 17 anos. Na ocasião, o suspeito ainda não havia sido identificado.


Em janeiro deste ano, o homem foi preso em flagrante após a circulação de um vídeo nas redes sociais em que aparecia exibindo o órgão genital para uma menina de 12 anos. Ainda de acordo com a PCMG, a vítima conseguiu ser ágil e registrar parte da ação com o celular, o que contribuiu para a identificação do suspeito.

Ele foi detido pela Polícia Militar, e a prisão foi ratificada pela Polícia Civil, que solicitou a conversão para prisão preventiva — posteriormente autorizada pela Justiça.

A PCMG informou que, com o  avanço das apurações, outras vítimas reconheceram o investigado, que apresentava um padrão de comportamento:

 “Os relatos indicam um modo de agir recorrente: o homem abordava mulheres ou adolescentes desacompanhadas na rua, simulava pedidos de informação e, em seguida, passava a expor o órgão genital e a proferir palavras obscenas”,informou a PCMG.

As investigações também apontaram indícios de condutas semelhantes cometidas contra a enteada, de 11 anos, que relatou os fatos a familiares.

Indiciamento

O homem foi indiciado pelos crimes de satisfação de lascívia mediante presença de menor de 14 anos e importunação sexual, conforme previsto no Código Penal.

Após a conclusão dos trabalhos, a PCMG informou que os inquéritos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.