Um dia que viria a ser um marco para sociedade januarense, no histórico 04 de março de 1929, nascia, em Januária, o iluminado Joaquim José Santana, o eterno Quinca Santana, um dos maiores patrimônio do empreendedorismo, esporte e amparo aos mais humildes da cidade-mãe.
Casado com Mercês de Oliveira Santana, tiveram 07 filhos.Ricardo, Marília, Beatriz- Bernadete, Márcia, Sônia e André. Esta lenda imortal, após ensino técnico, no saudoso ginásio São João, aos 18 anos, foi para Juiz de Fora concretizar os seus estudos, se tornando profissional em Contabilidade, pela Faculdade Metodista Granbery, tempo em que servia ao Exercito Brasileiro e desfilava suas excepcionais habilidades no futebol, o popular esporte bretão, rolando o balão de couro pelo tradicional Tupy Futebol Clube, e da Zona da Mata mineira foi jogar, por um tempo, pelo Botafogo carioca, do eterno Mané Garrincha.

De volta ao torrão natal, retornou ao trabalho na empresa “Bazar Santana”, comércio da família, atuando de forma brilhante e trazendo à nossa terra diversas novidades da época, como Fogão a Gás, Refrigeradores, entre outros produtos do modernismo de então. Dando início a fundação do Sistema de proteção ao Crédito – SPC – não vingando por falta de apoio dos comerciantes.

Craque de bola, o melhor zagueiro da história de Januária, reconhecido em toda região, de Montes Claros, dirigentes esportivos vinham buscá-lo para defender a zaga da seleção montes-clarense, cidade onde atuou pelos renomados Casemiro de Abreu e Ateneu, nos idos de 1950 a 51. Na urbe januarense, era presença constante e destacada nas domingueiras do saudoso estádio do Monte Castelo, defendendo as cores da equipe que levava o nome do tradicional palco esportivo, que por décadas reinou como cenário maior do futebol barranqueiro. Deixou seu legado defendendo as cores da seleção januarense, marcando época na histórica partida, em 1958, contra a forte equipe baiana do Fluísco, que só encontrou adversária à altura aqui em Januária. Velhos tempos, belos dias.

Com forte atuação no assistencialismo, foi um ser humano humilde e de grande coração. Por muitas vezes, todos os anos, colocava 04 fardos de cobertores e distribuía para comunidades mais fragilizadas de nossa cidade. Com seu Irmão, José Santana, fundou e manteve, por muitos anos, por conta da sua loja, o Bazar Santana, o funcionamento e manutenção do Asilo Lar de Jesus.
Bom apreciador de um destilado e atleticano apaixonado, essa grande cidadão faleceu em 13 de dezembro de 1986, vítima de terrível acidente. Deixando a vida e entrando para a história do povo barranqueiro.





