PCMG apreende celular e notebooks de investigados de torturar jovem com ferro de passar e chapinha em Montes Claros

Vítima relatou ter sido ameaçada de morte pela ex-companheira e o amigo dela caso se apresentasse à PCMG; elementos obtidos na investigação apontam a prática de tortura.

A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta quarta-feira (28), contra um homem e uma mulher, ambos de 21 anos, investigados de torturar um rapaz em novembro de 2025, em Montes Claros. Os celulares e notebooks dos acusados foram recolhidos para análise pericial.

“O crime ocorreu em novembro do último ano, quando um homem, de 21 anos, ex-namorado da suspeita, foi agredido e sofreu lesões provocadas por ferro de passar em alta temperatura e chapinha de cabelo. Ainda segundo relatado, a vítima teve os pulsos e os calcanhares amarrados, foi amordaçada e atingida com socos”, informou a PCMG.

Ainda de acordo com a PC, a vítima relatou que teve um relacionamento com a investigada por cerca de dois anos. Após o término, eles continuaram morando juntos e dividindo as despesas. No dia do crime, a vítima já não residia mais no imóvel, mas teria ido ao apartamento para buscar alguns pertences, quando foi agredida.


Após alguns dias, a vítima procurou a Polícia, mas não mostrou as lesões pois foi ameaçada de morte pela ex-companheira e o amigo dela. A PCMG informou que as lesões infeccionaram e a vítima precisou ficar mais de 20 dias internada. No dia 13 de janeiro, o rapaz voltou à delegacia, detalhou como foi agredido, e pediu providências em relação aos suspeitos.

Diante dos fatos, a Polícia Civil representou à Justiça pelas medidas cautelares que foram cumpridas nesta quarta(28). A próxima etapa será a análise pericial dos celulares e notebooks dos investigados. 

Para a delegada Monique Bicalho, da 1ª Delegacia em Montes Claros, os elementos obtidos até o momento já indicam a prática de tortura.“Um crime hediondo, e os investigados podem responder pelo crime de tortura com qualificação em virtude das lesões corporais graves sofridas pela vítima”, finaliza.

Nínive Lacerda
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.