Família Castilho: A saga de Portugal ao Brasil até Januária e região norte-mineira

Confira a coluna Em Cima do Lance desta semana, por José Maria Guedes
Luiz Antônio de Castilho

Na minha Coluna, desta semana, estou levando ao conhecimento dos nossos queridos leitores um belo trabalho de pesquisa do militar, aposentado, sargento Levy de Antônio Castilho, filho de Januária e radicado em Montes Claros:

Levy de Antônio Castilho
Samuel Antônio de Castilho
Francisco Antônio de Castilho
Adolfo Antônio de Castilho

Segundo Levy, a unificação dos reinos de Portugal e Espanha ocorreu durante a União Ibérica (1580-1640), quando os monarcas espanhóis da Casa de Habsburgo também se tornaram reis de Portugal, resultando em um gigantesco império global, trazendo grandes impactos na colonização do Brasil. Com o desaparecimento do rei português D. Sebastião, que desapareceu na Batalha de Alcácer-Quibir em 1578, sem deixar herdeiros diretos.

Como havia necessidade de povoar as colônias, Portugal utilizou o ‘degredo’ (exílio forçado) como uma forma de povoar o Brasil e livrar o reino de súditos que causavam problemas. As pessoas degradadas, que podiam ser indivíduos isolados ou, em alguns casos, famílias inteiras, geralmente não tinham seus nomes de família (sobrenomes) registados de forma centralizada em uma “lista de famílias” única e facilmente acessível, pois vinham por razões judiciais e não como parte de um plano de imigração organizada com registos genealógicos.


Os degredados eram pessoas condenadas por crimes comuns, como infrações políticas ou heresias (como os cristãos-novos). A pena de degredo era uma alternativa e servia tanto como punição quanto como estratégia de colonização.

A família que veio a adotar o sobrenome CASTILHOS, foram as que viviam na região de Castela na Espanha. Refere-se a uma importante região histórica que deu origem às atuais comunidades autônomas de Castela e Leão (Castilla y León). Os primeiros CASTILHOS chegaram ao Brasil por volta de 1600, e ficaram no sul da colônia, onde está hoje o estado do Rio Grande do Sul.

O registro nominal que temos, remete ao nome do lendário General Carlos Antônio de Castilho, meu tataravô, que juntamente com seus numerosos irmãos, comandaram pelotões de militares por ocasião da deflagração da Guerra dos Farrapos no ano de 1835 até o fim da batalha que ocorreu em 1845. Como o conflito terminou por questões diplomáticas, já que o exército imperial de Dom Pedro II não achou uma estratégia para dominar a região conflagrada, ficou acertado que só podia permanecer no estado de origem, um membro de cada família envolvida na batalha, para evitar novos ajuntamentos de ex combatentes, sendo que todos anistiados e incorporados ao Exército Regular do Império.

Incorporado ao Exército e preservando o posto de General, Carlos Antônio de Castilho foi enviado para a longínqua região de Porto do Salgado, hoje Januária MG, onde recebeu por concessão real, uma porção de terras medindo 50 léguas, nos moldes de SESMARIA, onde iniciou e prosperou a família Castilho, que é única em nossa região.

GENERAL CARLOS ANTÔNIO DE CASTILHO foi pai de numerosa prole, sendo meu antepassado direto o Coronel Luiz Antônio de Castilho, que foi paí do Coronel Francisco Antônio de Castilho, que foi paí de Adolfo Antônio de Castilho, que também foi paí de numerosos filhos, dentre eles, eu, Levy Antônio de Castilho, que tenho a graça divina de ser pai de Samuel Antônio de Castilho, penúltimo da linhagem que conserva o sobrenome ANTÔNIO DE CASTILHO. Vale registrar que meu sobrinho neto, Alisson Castilho, foi pai no ano passado e registrou seu garoto como Francisco Antônio de Castilho, reiniciando a saga do sobrenome.

Obs: o ANTÔNIO foi incorporado em homenagem ao Santo Antônio, santo venerado e devotado pela família.