Uma longevidade concedida a poucos, certamente uma das mais idosas de Januária e região, neste último sábado (03/01/26), ao lado de familiares e amigos, em especial da querida neta Marilda Ferreira, vinda da capital paulista, a carismática e querida por todos, dona Maria Ferreira da Silva, celebrou mais um aniversário natalício. Na fortaleza e lucidez dos 104 anos, viúva do saudoso Júlio Ferreira, construíram grande e exemplar família, na comunidade de Riacho Novo – distrito do Riacho da Cruz -, cerca de 20 quilômetros da sede urbana do município, com 10 filhos, sendo 06 homens e 04 mulheres, diversos netos e bisnetos, criados nas lutas e labutas do pequeno produtor rural, pela sobrevivência na agricultura familiar.

Uma história de vida repleta de experiências, nascida no distante 1922, época em que Januária iniciava sua caminhada para se tornar cidade-polo e referência regional, na época dirigida pelo décimo Agente Administrativo – o que atualmente chamamos de prefeito – o então Coronel João Ferreira Barros Caciquinho, segundo o historiador januarense, Antônio Emílio Pereira, em sua obra-prima literária: MEMORIAL JANUÁRIA – Terra, Rios e Gente, “Uma administração, em segundo mandato, refletindo o seu estilo próprio de agir: cálculo, moderação e paciência”

No Brasil, quando dona Maria nascia, foi um período de grandes transformações, marcado por eventos culturais e políticos que moldaram a identidade e a história do país no século 20. Os principais fatos foram o centenário da Independência, a Semana de Arte Moderna e a primeira transmissão radiofônica – rádio – durante as comemorações do Centenário da Independência, com um discurso do presidente Epitácio Pessoa, entre tantas outras mobilizações sociais dando o pontapé para o Brasil iniciar sua jornada para modernidade, até então voltado a cultura rural.





