Embora menos comentada que vitaminas como C ou D, a vitamina K exerce funções fundamentais no organismo — da coagulação sanguínea à saúde óssea. Sua deficiência é rara, mas quando ocorre pode trazer riscos importantes. Entender seu papel ajuda a garantir uma alimentação equilibrada e funcional.
Coagulação: a função mais conhecida
A vitamina K ficou famosa por ser indispensável ao processo de coagulação sanguínea. Ela participa da ativação de proteínas que impedem sangramentos excessivos. Sem ela, o organismo não consegue formar coágulos adequados após cortes ou lesões.
Por esse motivo, recém-nascidos recebem uma dose da vitamina logo após o parto — medida que previne hemorragias graves.
Saúde óssea e prevenção de fraturas
Nos últimos anos, pesquisas têm destacado outra função essencial: a vitamina K atua na fixação do cálcio nos ossos, contribuindo para sua mineralização. Sua ação se complementa às vitaminas D e A, favorecendo maior densidade óssea e reduzindo o risco de osteoporose e fraturas, especialmente em idosos.
Duas formas, uma função
A vitamina K existe em duas variantes principais:
•K1 (filoquinona) – presente principalmente em vegetais verdes escuros, como couve, espinafre, brócolis, rúcula e agrião.
•K2 (menaquinona) – produzida por bactérias intestinais e encontrada em alimentos como ovos, queijos, fígado, carnes e o tradicional “natto”, soja fermentada muito consumida no Japão.
Ambas contribuem para as funções do organismo, embora a K2 seja melhor absorvida e atue por mais tempo na circulação.
Quem precisa ficar mais atento?
A deficiência de vitamina K é incomum, mas pode ocorrer em:
•pessoas com doenças intestinais (como Crohn ou colite ulcerativa);
•indivíduos que fizeram cirurgias bariátricas;
•quem usa certos antibióticos por tempo prolongado;
•recém-nascidos;
•pessoas que têm consumo muito baixo de alimentos verdes.
Os principais sinais são sangramentos, hematomas fáceis e dificuldade de cicatrização.
Interação com medicamentos anticoagulantes
É importante reforçar que pessoas que usam varfarina (anticoagulante) precisam manter uma ingestão estável de vitamina K. Oscilações bruscas — comer muito vegetal verde num dia e nada no outro — podem interferir no efeito do remédio.
Nesses casos, o ideal é acompanhamento com nutricionista e médico.
Quanto consumir?
As recomendações variam conforme idade e sexo, mas, de modo geral, uma dieta que inclua folhas verdes diariamente já costuma fornecer a quantidade necessária. A suplementação só é indicada em situações específicas e sempre com orientação profissional.
Fundamental para a circulação, ossos e equilíbrio metabólico, a vitamina K merece maior atenção na alimentação diária. Inserir mais vegetais verde-escuros e alimentos ricos em K2 é uma forma simples e eficaz de proteger a saúde ao longo da vida.





