Estudantes desenvolvem óculos com sensor para auxiliar pessoas com deficiência visual em MG

A turma criou um óculos equipado com sensor capaz de identificar obstáculos e emitir alertas sonoros, oferecendo mais segurança e autonomia a pessoas com deficiência visual

Estudantes do Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) profissionalizante da Escola Estadual Frei Eustáquio, em Santo Hipólito, na região Central de Minas Gerais, desenvolveram um projeto que alia tecnologia, criatividade e impacto social. A turma criou um óculos equipado com sensor capaz de identificar obstáculos e emitir alertas sonoros, oferecendo mais segurança e autonomia a pessoas com deficiência visual.

A iniciativa foi orientada pelo professor do curso técnico de Informática, Otávio Luís Aguilar. Ele explica que o projeto surgiu da proposta de encerramento do semestre, que exigia a aplicação prática dos conteúdos estudados. “Queríamos algo que realmente tivesse impacto e promovesse acessibilidade. Os alunos se dedicaram desde as primeiras pesquisas até a montagem final”, afirma.

Aprendizado que gera transformação

O trabalho envolveu todas as fases de criação: concepção da ideia, pesquisa, desenvolvimento do protótipo físico e produção de um vídeo explicativo sobre o funcionamento do dispositivo. Para os estudantes, a atividade representou uma oportunidade de consolidar conhecimentos e, ao mesmo tempo, contribuir para a comunidade.


Aluna do 2º ano do EMTI, Nicolly Vitória da Silva integrou a equipe responsável pelo design do protótipo e pela produção do vídeo. Ela destaca a relevância da iniciativa. “Foi uma experiência muito boa e necessária. Colocamos em prática tudo o que aprendemos e desenvolvemos algo que pode melhorar a acessibilidade de pessoas com deficiência visual”, afirma.

A também estudante do 2º ano, Katlen Cristielly Barbosa de Brito, reforça o caráter inédito do trabalho na instituição. “É o primeiro projeto desse tipo que desenvolvemos aqui. Foi inovador e despertou o interesse de todos, tanto de quem participou quanto de quem conheceu o resultado final. Esse incentivo mostra o quanto podemos avançar”, destaca.

O professor Otávio ressalta que o projeto evidencia o domínio dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso técnico. “É um trabalho complexo, que envolve eletrônica e programação. O empenho dos alunos mostra que o curso está funcionando e contribuindo de forma significativa para a formação deles”, conclui.

Leila Santos
Leila Santos é jornalista, graduada pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (Funorte) desde 2019, e editora-chefe do Portal WebTerra. Possui experiência nas áreas de jornalismo, televisão, assessoria de imprensa e comunicação digital, com atuação em produção de conteúdo, gestão editorial, reportagem, apresentação, entrevistas, redação, revisão de textos, roteirização, fotografia e edição de vídeos. Pauta sua atuação pela ética, credibilidade e compromisso com a informação de qualidade. Apaixonada pela leitura e por causas sociais, acredita no jornalismo como ferramenta de transformação e serviço à sociedade.