Ambientalista e defensor das comunidades tradicionais, Braulino Caetano morre aos 79 anos em Montes Claros

Agricultor natural de Montes Claros, Braulino ganhou notoriedade nas causas ambientais e na defesa das comunidades tradicionais. Confira os pronunciamentos locais sobre o legado deixado pelo ambientalista.
Foto: Valdir Dias

O ambientalista Braulino Caetano dos Santos morreu aos 79 anos na manhã deste domingo(23), em Montes Claros. Segundo informações da Universidade Estadual de Montes Claros(Unimontes), o velório aconteceu na manhã desta segunda-feira(24) e o sepultamento está marcado para às 15h, em um cemitério na comunidade de Abóboras.

Natural de Montes Claros, Braulino ganhou destaque nas causas ambientais e na defesa das comunidades tradicionais. Ao longo da trajetória, tornou-se diretor-geral do Centro de Agricultura do Norte de Minas (CAA/NM) e Doutor Honoris Causa da Unimontes.

Foto: Valdir Dias

O CAA/NM ressaltou o envolvimento do ambientalista em ações voltadas à sustentabilidade, agroecologia e preservação do Cerrado, além da participação no processo de sistematização da Constituição Federal de 1988, presença em eventos como a Eco 92 e a convivência com Chico Mendes, importante liderança ambiental brasileira que lutava pela conservação da Amazônia e pelos direitos dos povo da floresta.


Em nota, a Unimontes lamentou a morte e destacou o legado do pesquisador:

“Geraizeiro, liderança comunitária e um dos fundadores do CAA/NM, Braulino ajudou a estruturar associações comunitárias e outras entidades defensoras da natureza, dos agricultores familiares e das populações tradicionais, acumulando saberes que o levaram a dialogar com povos, instituições e pesquisadores no Brasil e no exterior. Assim, o seu trabalho alcançou reconhecimento nacional e internacional”.

A Prefeitura de Montes Claros também manifestou pesar, afirmando que Braulino “dedicou sua existência a proteger aquilo que é de todos nós. Seu exemplo de compromisso, amor e cuidado com o meio ambiente deixa um legado que jamais será esquecido.”

 

Nínive Lacerda
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.