Agente de saúde suspeita de aplicar golpes contra idosos é presa em Porteirinha

Segundo a Polícia Civil, a suspeita explorava a vulnerabilidade de idosos e a confiança inerente à sua função pública. Nos mandados de busca foram apreendidos celulares, comprovantes bancários e anotações com possíveis vítimas. O material será analisado pela perícia.
Foto: Divulgação PCMG

Uma agente de saúde de Porteirinha, no Norte de Minas, foi presa durante a operação Mão Invisível, deflagrada pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira(18). Segundo as investigações, ela é suspeita de se aproveitar do cargo público para praticar crimes, como estelionato, falsidade documental e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil, a agente explorava a relação de confiança inerente ao cargo público para coletar dados de  idosos, sob o falso pretexto de realizar atualizações no cadastro do SUS.

O delegado André Brandão, responsável pelo caso, explicou que, com as informações obtidas ela formalizava empréstimos fraudulentos e desviava aposentadorias sem o consentimento das vítimas.


Nos mandados de busca, foram apreendidos celulares, comprovantes bancários suspeitos, anotações sobre possíveis vítimas, além de cartões bancários de terceiros. O material será analisado pela perícia.

Ainda não há confirmação do número total de idosos lesados.Segundo o delegado,  a participação de outras pessoas no esquema criminoso não está descartada:

Não está descartada a participação de terceiros ainda não identificados, hipótese que segue em análise pela equipe de investigação. As próximas etapas incluem a extração, perícia e detalhamento minucioso do material apreendido, especialmente celulares, mídias digitais e comprovantes financeiros, fundamentais para rastrear o fluxo do dinheiro e definir a totalidade dos crimes.

-Delegado André Brandão

O delegado também destacou a gravidade da ações criminosas: “Os fatos revelam um esquema grave, reiterado e altamente lesivo, que explorava a vulnerabilidade de idosos e a confiança inerente à função pública. As medidas adotadas — bloqueio judicial de valores, apreensões e continuidade das diligências — são essenciais para resguardar as vítimas e assegurar a efetividade da investigação”, afirmou.

De acordo com a Polícia Civil, a  investigada foi presa preventivamente e depois conduzida ao Sistema Prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Nínive Lacerda
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.