Professor da UFMG vence prêmio da Unesco por pesquisas sobre ética na IA

Virgílio Almeida é o vencedor do prêmio Unesco-Uzbequistão por sua contribuição ao debate sobre ética digital. Saiba mais.
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O professor Virgílio Almeida, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi o vencedor da primeira edição do Prêmio Unesco-Uzbequistão para Pesquisa Científica sobre Ética na Inteligência Artificial.

O reconhecimento destaca as contribuições do pesquisador nas áreas de governança da internet, inteligência artificial e ética digital, temas em que o Brasil vem ganhando protagonismo no debate internacional.

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Para Virgílio Almeida, o prêmio representa uma reflexão necessária sobre a projeção da inteligência artificial:


“Este prêmio carrega um profundo significado simbólico para o nosso tempo, uma era de turbulência, mas também de esperança e do poder duradouro da humanidade para nos guiar na era da IA. Seus benefícios são imensos, mas os riscos também. Os desafios éticos e sociais da IA ​​surgem não apenas da tecnologia em si, mas de como a utilizamos… a questão central não é o que a IA pode fazer, mas o que ela deveria fazer.”

O prêmio, chamado Beruniy Prize, homenageia o cientista persa Abu Rayhan al-Biruni, considerado um dos patronos da ciência e da cultura no Uzbequistão, país responsável pela iniciativa.

Desde 2012, Virgílio Almeida integra o corpo docente do Departamento de Computação da UFMG, onde desenvolve pesquisas voltadas para o impacto social e ético das tecnologias digitais.  Almeida é reconhecido internacionalmente pelas suas contribuições enquanto secretário nacional de Políticas de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, quando participou ativamente da construção de políticas como o Marco Civil da Internet, em 2014.

Além do professor brasileiro, também foram reconhecidas as pesquisadoras Claudia Roda e Susan Perry, da Cátedra Unesco para Inteligência Artificial e Direitos Humanos da American University of Paris (AUP). Elas estudam como o avanço tecnológico influencia o cotidiano e pode gerar novos desafios sociais e éticos.

Nínive Lacerda
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.