A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (7), a Operação Silêncio Velado, em Jaíba e Porteirinha, no Norte do estado. A ação teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão relacionados a investigações que apuram violência sexual, posse irregular de arma de fogo e registro não autorizado de intimidade sexual.
Segundo o delegado André Brandão, responsável pela operação, a investigação conduzida pela Delegacia de Jaíba apura denúncias que apontam para práticas de violência sexual cometidas sob coação e ameaça com arma de fogo, além da gravação não autorizada de ato íntimo da vítima.
Durante a apuração, a Justiça determinou o afastamento cautelar, por seis meses, do secretário municipal de Fazenda de Jaíba, e o monitoramento eletrônico dos dois investigados, ambos advogados, como forma de garantir o cumprimento das medidas judiciais e a regularidade do processo investigativo.
Cumprimento dos mandados
As diligências ocorreram em residências e escritórios profissionais vinculados aos investigados, nas duas cidades, e contaram com o apoio de unidades da região.
Em Jaíba, foram cumpridos três mandados — na casa de um advogado, em seu escritório e no gabinete da Secretaria de Fazenda, onde ele exercia cargo público.
Em Porteirinha, outros dois mandados foram executados, também em um endereço residencial e em um escritório de advocacia.
As ações foram acompanhadas por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em respeito às prerrogativas da categoria.
Apreensões e prisão em flagrante
Durante o cumprimento das ordens judiciais, a polícia apreendeu celulares e materiais de interesse para a investigação, que serão encaminhados à perícia técnica.
Na residência de um dos alvos, em Jaíba, os agentes encontraram uma arma de fogo calibre .38, 13 munições intactas e oito cartuchos do mesmo calibre. O homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Após o pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil, ele foi liberado, conforme previsto em lei.
Outra prisão
Paralelamente, a Polícia Civil também cumpriu em Porteirinha um mandado de prisão preventiva contra um suspeito de tráfico de drogas, em uma ação independente da operação principal.
O delegado André Brandão reforçou que todas as medidas foram executadas com autorização judicial, acompanhamento da OAB e respeito às garantias legais e constitucionais. Ele destacou que o trabalho da Polícia Civil é pautado pela imparcialidade, responsabilidade e compromisso com a justiça e a proteção das vítimas.
As investigações seguem em andamento sob sigilo judicial.





