Operação conjunta combate garimpo ilegal no Rio Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha

Ação integrada de órgãos federais e estaduais destruiu dragas e apreendeu maquinário usado na extração ilegal de minérios em Minas Gerais
Divulgação

Uma operação conjunta deflagrada nesta quarta-feira (5) no Rio Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, região Nordeste de Minas Gerais, resultou na inutilização de diversas dragas e na apreensão de equipamentos utilizados em atividades de garimpo ilegal.

A ação, batizada de Operação Falcão Dourado, é conduzida pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Agência Nacional de Mineração (ANM).

Segundo os órgãos envolvidos, os equipamentos destruídos operavam sem licenciamento ambiental e sem autorização para extração mineral, em desacordo com a legislação vigente. Além das apreensões, alguns garimpeiros foram presos em flagrante durante a operação, que segue em andamento.


Impactos ambientais e riscos à saúde

De acordo com especialistas, o garimpo ilegal em áreas fluviais causa sérios danos ambientais, como contaminação da água e do solo devido ao uso de mercúrio metálico na separação do ouro. A substância é altamente tóxica e pode provocar problemas neurológicos graves e irreversíveis em humanos, atingindo principalmente comunidades ribeirinhas e indígenas.

Além da poluição química, a atividade provoca assoreamento dos rios, perda de biodiversidade e deterioração da qualidade da água, com impactos que podem se estender por toda a bacia hidrográfica.

Ações de fiscalização

As instituições afirmam que vêm reforçando o monitoramento e a fiscalização em áreas de garimpo no estado. A operação no Rio Araçuaí faz parte de uma estratégia de integração entre órgãos ambientais e forças de segurança para conter o avanço da mineração ilegal e responsabilizar os envolvidos.

As investigações continuam para identificar os responsáveis pela exploração irregular. Os suspeitos poderão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da União e associação criminosa, que juntos podem resultar em penas superiores a 10 anos de prisão.