Forças de Segurança intensificam ações contra o crime organizado em Minas

Operações integradas reforçam o combate a facções criminosas e buscam impedir a expansão de grupos organizados em Minas Gerais.
Tiago Ciccarini / Sejus

As forças de segurança de Minas Gerais têm intensificado as operações de combate ao crime organizado e às facções criminosas em várias regiões do estado, incluindo áreas de fronteira e municípios do interior. As ações visam impedir a entrada e a expansão de grupos criminosos em território mineiro, além de evitar possíveis confrontos entre facções.

A mobilização envolve a Polícia Militar (PMMG), a Polícia Civil (PCMG), a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o Ministério Público (MPMG) e o Tribunal de Justiça (TJMG), que vêm atuando de forma integrada em operações conjuntas.

Entre as ações em andamento está a Operação Divisa Segura, conduzida pela PMMG, que tem foco na repressão a crimes violentos nas divisas do estado. A operação reúne equipes das Regiões de Polícia Militar, dos comandos especializados e de aviação, além da Diretoria de Inteligência, com o apoio de ações aéreas e terrestres.


De acordo com dados da PMMG, mais de 23 mil pessoas foram presas neste ano em cumprimento a mandados judiciais, incluindo casos ligados ao tráfico de drogas. Cerca de 11 mil armas também foram apreendidas em diferentes operações.

A Polícia Civil informou que, em 2024, foram realizadas cerca de 2,2 mil operações voltadas à desarticulação de organizações criminosas associadas ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. Um dos exemplos é a Operação Via Pecuniam, deflagrada em outubro, que resultou na prisão de 29 suspeitos de integrarem uma quadrilha com ramificações em Minas e no Paraná.

O trabalho integrado também conta com o Sistema Estadual de Inteligência de Segurança Pública (Seisp), responsável por ações de monitoramento e apoio às investigações. Segundo a Sejusp, o sistema contribuiu para a recaptura de 360 foragidos da Justiça somente neste ano.

A criação do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), em 2024, tem reforçado o enfrentamento a facções no estado. O grupo, formado por equipes da Sejusp e da Polícia Civil, atua na identificação e prisão de lideranças criminosas e na neutralização de integrantes de organizações como o Comando Vermelho.

As forças de segurança também têm investido em inteligência cibernética, por meio do Centro Integrado de Inteligência Cibernética (Ciberint), que monitora atividades criminosas na internet.

No sistema prisional, o estado mantém unidades de segurança máxima com regime de isolamento rigoroso para líderes de facções. Essas unidades passam por operações frequentes de revista e monitoramento, com o objetivo de impedir a comunicação entre presos e enfraquecer a estrutura das organizações criminosas.

A integração entre os diferentes órgãos é coordenada pela Metodologia da Integração da Gestão em Segurança Pública (Igesp), que permite o compartilhamento de informações e o direcionamento de ações em áreas com altos índices de criminalidade, conhecidas como Zonas Quentes de Criminalidade (ZQC).