Começo esta coluna com uma Dedicatória de Gratidão no Dia Nacional do Livro.
“Neste Dia Nacional do Livro, celebro o poder da palavra que germina no chão e floresce em poesia”.
Ao Cerrado, que ensina o valor da resistência e me inspira a escrever.
A Salinas, que guarda nas ruas de pedras a memória e a poesia.
A todos do Webterra e a Nilce Pereira, que semeiam poesia e pintura no chão árido da vida.
Gratidão a cada amanhecer que me trouxe inspiração,
e a cada encontro que fez florescer esperança.
Porque criar é também agradecer —
e agradecer é continuar criando.
O próximo livro — Sal da Terra — nasce de uma parceria luminosa com Nilce Pereira.

Ela sonha e ergue o Portal Simbólico do Cerrado Norte-Mineiro em minha homenagem — gesto que me toca profundamente.
Disse-me que sou o símbolo de poesia, identidade e resistência cultural, guardião das palavras que brotam da terra seca e fértil do Norte de Minas, onde a vida insiste, o verbo floresce e a poesia se faz raiz.
Erguido como símbolo da prosa/poética e da paisagem, celebra a força poética e cultural, voz que traduz em versos,
a alma, o vento e a memória do Norte de Minas.
Entre o galho do pequizeiro e o voo do jacú, há um pacto antigo — o da terra com a palavra, onde o fruto é verbo e o canto é semente.
Assim como o Cerrado — bioma de raízes fundas e flores discretas —
Milton faz florescer versos que preservam a alma sertaneja,
a simplicidade das veredas, das nascentes e da memória das gentes.
O Cerrado fala em silêncio.
Fala na brisa que balança árvores tortas,
no estalar da casca do pequi maduro,
na lembrança que insiste em florir mesmo na seca.
O Portal marca a entrada simbólica do Cerrado norte-mineiro,
território de veredas, nascentes e saberes,
onde a palavra ecoa como o canto do jacú
e o vento carrega histórias entre as serras e os vales.
Cada vereda é um poema que o tempo escreveu com paciência,
e cada raiz profunda é uma metáfora do povo que resiste.
É mais que uma homenagem:
é um marco poético e cultural,
um convite para atravessar o limiar entre o chão e o sonho,
entre o silêncio das matas e a voz dos poetas.
O Portal se ergue como reza de pedra e madeira,
abençoando quem chega com a luz do entardecer
e o canto longínquo das siriemas.
Erguido como símbolo da palavra e da paisagem,
o Portal Cerrado celebra a força poética e cultural
do escritor Milton Santiago,
voz que traduz em versos a alma, o vento e a memória do Norte de Minas.
Milton, guardião das palavras,
fez do microfone uma vereda,
e das ondas do rádio, um rio de memórias.
Assim como o Cerrado, suas palavras resistem, florescem e frutificam,
guardando o encanto das veredas, o cheiro da terra molhada
e o canto das siriemas ao amanhecer.
Quem atravessa o Portal do Cerrado
não entra apenas num lugar,
entra num templo antigo
onde a poesia é casa, caminho e destino.
Ali, o vento sopra nomes esquecidos,
e o sol desenha versos nas folhas do pequi.

Este marco representa a entrada simbólica
do Cerrado norte-mineiro,
território de vida, de gente simples e saberes antigos, onde o verbo floresce como o pequi maduro e o canto do jacú anuncia o renascer da palavra.





