Entre a culpa e a pausa, eu escolho a pausa

Mas hoje compreendo: o descanso não é uma fuga da vida, é parte dela. E cada mulher tem a sua forma de descansar. Para algumas, é viajar e se desconectar da rotina

Durante anos eu carreguei a culpa de parar. Se eu tirasse um tempo para mim, parecia que estava deixando o mundo inteiro na mão. Sempre havia uma voz interna dizendo: “você poderia estar produzindo, poderia estar adiantando algo, poderia estar fazendo mais”.

Mas hoje compreendo: o descanso não é uma fuga da vida, é parte dela. E cada mulher tem a sua forma de descansar. Para algumas, é viajar e se desconectar da rotina. Para outras, é descobrir um novo hobby, mergulhar em um livro, cuidar das plantas, cozinhar, caminhar em silêncio ou simplesmente não fazer nada.


O descanso não precisa ter uma forma única, nem seguir uma regra. Ele só precisa fazer sentido para você. O que importa é permitir-se essa pausa sem carregar culpa, entendendo que cuidar da mente e do corpo é tão essencial quanto cuidar das obrigações.

Viajar, dormir mais cedo, bordar, dançar, desenhar… não importa. Descansar é escolher nutrir-se de vida. É como trocar de roupa: você se renova, se reveste de energia, se olha no espelho com mais leveza.

Hoje, aprendi que não existe descanso “certo” ou “errado”. Existe o descanso que cabe em mim, que me devolve o brilho nos olhos, e o descanso que cabe em você.

Sem culpas. Porque, no fundo, a gente não precisa merecer para descansar. E sim, descansar para lembrar que merece.

Leila Santos
Leila Santos é jornalista, graduada pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (Funorte) desde 2019, e editora-chefe do Portal WebTerra. Possui experiência nas áreas de jornalismo, televisão, assessoria de imprensa e comunicação digital, com atuação em produção de conteúdo, gestão editorial, reportagem, apresentação, entrevistas, redação, revisão de textos, roteirização, fotografia e edição de vídeos. Pauta sua atuação pela ética, credibilidade e compromisso com a informação de qualidade. Apaixonada pela leitura e por causas sociais, acredita no jornalismo como ferramenta de transformação e serviço à sociedade.