Polícia Civil conclui investigação sobre vandalismo em monumento de Taiobeiras

Homem de 34 anos riscou estrutura com apelido usado nas redes sociais; ele foi indiciado por dano qualificado ao patrimônio público
Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta semana, a investigação que apurou a deterioração dolosa de um monumento público instalado na Praça da Matriz, no centro de Taiobeiras, região Norte do estado. O fato ocorreu na noite de 10 de outubro de 2025 e ganhou repercussão nas redes sociais, após o próprio autor divulgar imagens do ato.

Durante a apuração, foi possível confirmar que um homem de 34 anos utilizou um objeto abrasivo para riscar o monumento, causando dano intencional e inserindo inscrição correspondente com codinome vinculado ao seu perfil em rede social, onde possui mais de 60 mil seguidores. O vídeo foi publicado na plataforma e posteriormente apagado. O laudo técnico produzido pela Perícia Criminal da PCMG confirmou a ocorrência de dano à integridade estética do monumento, atestando a materialidade do crime.

Foto: Polícia Civil / Divulgação

A estrutura danificada integra as letras que compõem o nome “Taiobeiras” e é reconhecida como um dos símbolos culturais e turísticos do município. O delegado Thiago Cavalcante, responsável pela investigação, destacou a importância da atuação policial diante da gravidade do ato praticado. “A Polícia Civil atuou com agilidade e respaldo técnico para elucidar um crime que, embora sem violência direta, causou relevante dano ao patrimônio cultural e urbanístico do município, com alta reprovabilidade social. Atos de vandalismo como este ferem a coletividade e não podem ser tratados com tolerância. A resposta célere e efetiva, reafirma o compromisso da Polícia Civil em responsabilizar os autores de tais condutas e preservar os bens públicos de valor simbólico, arquitetônico e cultural da nossa cidade”, afirmou.


O investigado foi indiciado por dano qualificado ao patrimônio público, conforme previsto no artigo 163, parágrafo único, inciso III, do Código Penal. Concluídos os trabalhos da Polícia Civil, o inquérito foi remetido ao Ministério Público para as providências cabíveis.

Leila Santos
Leila Santos é jornalista, graduada pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (Funorte) desde 2019, e editora-chefe do Portal WebTerra. Possui experiência nas áreas de jornalismo, televisão, assessoria de imprensa e comunicação digital, com atuação em produção de conteúdo, gestão editorial, reportagem, apresentação, entrevistas, redação, revisão de textos, roteirização, fotografia e edição de vídeos. Pauta sua atuação pela ética, credibilidade e compromisso com a informação de qualidade. Apaixonada pela leitura e por causas sociais, acredita no jornalismo como ferramenta de transformação e serviço à sociedade.