Muita gente acha que “acreditar na ciência” significa aceitar tudo que vem com o selo “científico” sem questionar. Mas a verdadeira postura científica é crítica, reflexiva e aberta à revisão.
Um exemplo marcante é o caso da talidomida, um medicamento lançado na década de 1950 e amplamente prescrito para aliviar enjoos em gestantes. Na época, estudos iniciais indicavam que o remédio era seguro. Porém, poucos anos depois, começaram a surgir milhares de casos de bebês nascendo com graves malformações.
Foi então que novas pesquisas revelaram os efeitos teratogênicos da substância — e o medicamento foi retirado do mercado.
Esse episódio mostrou que a ciência é um processo, não uma verdade absoluta. Os erros e revisões fazem parte do caminho — e é justamente por isso que precisamos de senso crítico, transparência e rigor ético em cada etapa.
Ter senso crítico à ciência não é ser “anti-ciência”.
É entender que questionar com base em evidências é o que faz a ciência evoluir.





