Recordar é Viver

Em jogo histórico Januária abateu o poderoso Fluísco de Juazeiro da Bahia
O centro-avante Seu Nem Damasceno puxando a fila de entrada ao campo de jogo.

Com a energia do apito do vapor Beijamim Guimarães, aportando no cais de Januária, a soberana Cidade das Águas Belas chegava à década de 50 no apogeu do transporte fluvial, da cachaça de qualidade ao algodão, a cidade-mãe transbordava intercâmbio comercial e movimentava a economia regional.

Nesta seara de bons ventos soprando à margem esquerda do rio São Francisco, nosso querido Velho Chico, a prática esportiva ganhava clima da arte do bem viver. Senhores da bola rolando o balão de couro, de pé em pé, nos campos batidos da várzea, em preparação para as domingueiras do Estádio Monte Castelo, o saudoso Castelão.

Neste dia memorável os atacantes Teófilo do Sesp, João Viana e Seu Nem Damasceno.

Nesta década histórica do futebol verde e amarelo, o popular esporte bretão, mais precisamente em novembro de 1958, o até então imbatível esquadrão do Fluíco, de Juazeiro da Bahia, navegava subindo o Velho Chico passando o rolo compressor nos adversários que os desafiavam. Porém, em terra januarense a “porca literalmente entortou o rabo” no eterno Monte Castelo, quando o time bahiano perdeu para o selecionado januarense, pelo placar de 1×0, com gol do ponteiro-esquerdo, Nego Ciro, o bomba atômica do futebol barranqueiro. Nesta contenda histórica, defendendo as tradições januarenses, nas quatro linhas, vestindo o manto do histórico Atalaia, os lendários Augustão, Zé de Ginu, Quinca Santana, Paulo Vaqueiro, Leonel e Antônio de Minervino. Ramiro Mota, Seu Nem Damasceno, João Viana, Teófilo do Sesp e Nego Ciro. Velhos tempos, belos dias.


Estádio do Monte Castelo