Quem diria que um Instagram que nasceu de forma despretensiosa, cheio de relatos de uma mulher em busca de autoestima, se transformaria em um evento com dezenas de mulheres vivendo, na pele, o que sempre defendi aqui na coluna: o poder de se vestir de si.
Tudo começou com uma brincadeira: eu me chamando de “esposa troféu”. Só que, com o tempo, percebi que o termo precisava de um novo significado. Troféu não é objeto de enfeite, nem título para quem se contenta com pouco. Troféu é um objeto de valor, alcançado por quem lutou para conquistar. E foi assim que ressignifiquei o conceito: para mim, mulher troféu é aquela que sabe o próprio valor, que se coloca como prioridade, que não aceita menos do que merece.
Nós, mulheres, temos tantas demandas no dia a dia: trabalho, filhos, casa, relacionamentos, responsabilidades que parecem nunca ter fim. E, quase sempre, nos colocamos em último lugar. Foi nesse evento que eu quis mostrar que merecemos estar no pedestal da nossa própria vida. Quem cuida de todos, também precisa e merece de cuidado.
No dia 27 de setembro, no Sítio Guibê, nasceu o Projeto Troféu. Um encontro pensado para que cada participante sentisse na pele o que é se escolher. Estiveram comigo mulheres inspiradoras que somaram muito a essa experiência: a Dra. Emanuelle Jamille, a Dra. Rafaella Mendes e a sexóloga Jara Gabriele.
Teve salão de beleza, atividade física, avaliação de saúde, música, comida boa e até terapia em grupo disfarçada de bate-papo. Mas, acima de tudo, teve mulheres se permitindo rir, se cuidar, se priorizar.
Saí de lá com a certeza de que essa foi só a primeira edição de muitas. Porque quando uma mulher entende que é troféu, ela não precisa disputar atenção nem provar nada para ninguém: ela simplesmente é.
Vista-se de si. Vista-se de troféu.





