Cesta básica compromete mais de 50% do salário mínimo em diversas capitais brasileiras

Em janeiro de 2025, o custo da cesta básica aumentou em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas foram registradas em Salvador (6,22%), Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%). Em São Paulo, a cesta básica atingiu o valor de R$ 851,82, representando cerca de 60% do […]

Em janeiro de 2025, o custo da cesta básica aumentou em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas foram registradas em Salvador (6,22%), Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%). Em São Paulo, a cesta básica atingiu o valor de R$ 851,82, representando cerca de 60% do salário mínimo vigente de R$ 1.518. O Dieese estima que, para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas, o salário mínimo deveria ser de R$ 7.156,15. 

O aumento no custo da cesta básica está relacionado principalmente à elevação dos preços do café em pó, que subiu em todas as capitais nos últimos 12 meses; do tomate, que apresentou aumentos significativos em algumas cidades devido às chuvas; e do pão francês, influenciado pela menor oferta de trigo nacional e pela necessidade de importação em um cenário de câmbio desvalorizado.

Apesar do reajuste de 7,5% no salário mínimo, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, 50,90% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos em janeiro de 2025. Em dezembro de 2024, esse percentual era de 53,75%.


As capitais do Sul e Sudeste apresentaram os maiores custos da cesta básica, com destaque para São Paulo (R$ 851,82), Florianópolis (R$ 808,75) e Rio de Janeiro (R$ 802,88). Nas regiões Norte e Nordeste, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 571,43), Recife (R$ 598,72) e João Pessoa (R$ 618,64).

A alta nos preços dos alimentos básicos impacta diretamente o poder de compra dos trabalhadores, especialmente aqueles que recebem o salário mínimo, evidenciando a necessidade de políticas públicas que visem a contenção da inflação e a garantia de condições dignas de subsistência para a população.

Leila Santos
Leila Santos é jornalista, graduada pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (Funorte) desde 2019, e editora-chefe do Portal WebTerra. Possui experiência nas áreas de jornalismo, televisão, assessoria de imprensa e comunicação digital, com atuação em produção de conteúdo, gestão editorial, reportagem, apresentação, entrevistas, redação, revisão de textos, roteirização, fotografia e edição de vídeos. Pauta sua atuação pela ética, credibilidade e compromisso com a informação de qualidade. Apaixonada pela leitura e por causas sociais, acredita no jornalismo como ferramenta de transformação e serviço à sociedade.