Sete municípios que integram a macrorregião de saúde do Norte de Minas já aderiram ao Plano Minas Consciente. A proposta criada pelo Governo de Minas Gerais, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Saúde (SES-MG), sugere a retomada gradual de comércio, serviços e outros setores, tendo em vista a necessidade de levar a sociedade, gradualmente, à normalidade, por meio de adoção de um sistema de critérios e protocolos sanitários, que garantam a segurança da população.
Até esta terça-feira (7 de julho), 176 municípios já aderiram ao Minas Consciente, envolvendo população superior a 4,1 milhões de pessoas. No Norte de Minas os municípios que já aderiram ao plano tem população superior a 121,7 mil habitantes: Berizal, Bocaiuva, Brasília de Minas, Claro dos Poções, Guaraciama, Lontra e Ubaí.
A superintendente regional de saúde de Montes Claros e coordenadora do Centro de Operações de Emergências em Saúde (COES-MG) – Covid-19, Dhyeime Thauanne Pereira Marques explica que a decisão sobre implantar ou não o plano cabe a cada prefeito. Além do Minas Consciente, outra opção dos gestores municipais é aderir à Deliberação 17, do Comitê Extraordinário Covid-19, que dispõe sobre medidas emergenciais de restrição e acessibilidade a determinados serviços e bens públicos e privados cotidianos, enquanto durar o estado de calamidade pública em decorrência da pandemia em todo o Estado.
Os gestores municipais que optarem pela adesão ao Minas Consciente deverão fazer o acompanhamento contínuo do plano para se informarem sobre qualquer medida de flexibilização, baseada no monitoramento dos seus efeitos sobre a curva de tendência de contaminação, com possibilidade de regressão da flexibilização em caso de cenários adversos.
Diariamente o Governo do Estado monitora todos os dados da curva epidemiológica e a disponibilidade de leitos por macrorregião. O alinhamento das medidas adotadas por cada prefeito deve levar em conta a situação dos municípios vizinhos, uma vez que a decisão de uma localidade traz impactos para o sistema de saúde da região como um todo. O plano aborda uma ótica de retomada gradual, progressiva e regionalizada, embasada em critérios e dados epidemiológicos, a partir de um monitoramento constante da situação pandêmica e da capacidade assistencial.
Impactos
O plano setoriza as atividades econômicas em quatro “ondas” (onda verde – serviços essenciais; onda branca – primeira fase; onda amarela – segunda fase; onda vermelha – terceira fase), a serem liberadas para funcionamento de forma progressiva, conforme indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença, avaliando o cenário de cada região do estado e a taxa de evolução da Covid-19.
Essas ondas foram criadas a partir de uma matriz de risco, que leva em conta aspectos econômicos, mas principalmente aspectos relacionados ao impacto das atividades na rede assistencial de saúde. Foram utilizados critérios econômicos como: total de empregados do setor; arrecadação per capita; impacto fiscal; impacto na cadeia produtiva e vulnerabilidade perante à crise.
Também foram levados em conta critérios de saúde pública, entre eles: número de trabalhadores em circulação; número de cidadãos/clientes em circulação; nível de aglomeração de pessoas inerente à atividade; nível de contágio inerente à atividade e adaptabilidade do setor (horários flexíveis, turnos, atendimento à distância, etc.).
Após serem pontuados os setores foram agrupados nas citadas ondas, conforme seu impacto econômico e na capacidade assistencial. As ondas podem sofrer alterações ao longo do plano, dada a necessidade econômica, impactos da cadeia produtiva e, principalmente, realidade vivida na pandemia e no sistema de saúde da região.
Acesse este link para entender mais sobre as diretrizes do Plano Minas Consciente.





