11/01/2017 às 10h21min - Atualizada em 11/01/2017 às 10h21min

Polícia registra invasão e sequestro de dados na UninCor

GA

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A “quebra de braços” entre o ex-prefeito Ruy Muniz e a Fundação Comunitária Tricordiana de Ensino, mantenedora da UninCor, teve um capitulo policial no dia 5 de janeiro, em Belo Horizonte. 

Os dirigentes da instituição acionaram a Polícia para lavrar boletim de ocorrência, pois no dia 4 de janeiro Ruy Muniz e filho dele Tiago Muniz, além de funcionários da Soebras reuniram os funcionários da UninCor na biblioteca, quando comunicou que a Associação Universitária Santa Úrsula estava assumindo o controle do empreendimento e assim, acessaram ao banco de dados e ainda papeis que foram fornecidos pelo MEC para prestar contas ao Ministério Público.

Ele ainda citou que o pagamento dos servidores passaria a ser feito pela Santa Ursula. Porém, no final do dia, dispensou todos os funcionários e ainda mandou trocar todas as fechaduras. 

No dia 5 a direção da UninCor esteve no local, quando retomou posse a posse pacifica da empresa. 

Os policiais fizeram contato com Ruy Muniz, quando ele relatou que o imóvel pertence a empresa Brasil Empreendimentos Ltda, com exceção da biblioteca que está alugada a UninCor. Informou que no dia 4 ocorreu desentendimento e tentativa de ocupação por uma empresa de segurança, que quebraram as fechaduras.

O ex-prefeito informou aos policiais que AMAS Brasil fez contrato de compra e venda da UninCor por R$ 24 milhões e desde janeiro de 2014 essa nova instituição assumiu o controle da UninCor, pois a empresa estava com salários atrasados e várias dividas. A AMAS Brasil fez investimentos. No mês de novembro de 2016 a AMAS Brasil foi substituída pela Santa Ursula. A UninCor alega que esse negocio não foi consolidado.

A AMAS Brasil é a mesma que Ruy Muniz e Raquel Muniz usaram para exportar equipamentos hospitalares da Alemanha, sem pagar imposto. Ela usou o CNPJ da Associação de Promoção e Assistência Social (APAS), que pertence a Prefeitura de Montes Claros. Essa fraude acabou gerando a prisão do então prefeito Ruy Muniz em 18 de abril e sua perda de mandato.

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